quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

 


todas as jóias para adornar os pés
de minha mãe mulher catarina crystal,
taças para despejar o vinho e o caldo
o amor dos espinhos toma conta da gente,
conta das inumeras possibilidade de descer
por dentro das carnes,
não acredite que o amor dos espinhos atordoa
os cataventos dos nervos,
espinhos são formas
ponteagudas coniferas de beleza
auracaria mulher de minhas andanças,
cá nas âncoras de nossa casa,
cá nas portas do alegremente,
portas que se tornam horizontais
a medida que as lanças
dos guerreiros escritores
despejam o café na xicara
e as palavras nas vozes

 

a ideia de saber o destino do raio marrom
regido pelo filamento
da cabeça do homem que voa
é algo nunca estranho, nunca o oculto,
nunca a mania de pendurar
nos varais pedaços do sangue,
do leite, da ancestralidade
do que você ainda não compreendeu
por não possuir lógica,
por esquecer de perceber nos grilos algo oriental,
algo de pequim, algo do último imperador,
da para sempre criança altentica
quatro ponto azuis,
quatro pontos cadeais,
quatro patas, quatro correntes,
quatro braços maritimos
eu avisto
o absurdo das enchentes
eu avisto o corpo do vento
passo o trem
passo o dedo
passo a lingua
passo passo

 


pisei no abismo
e como mola bati no fundo e voltei
para as luzes do natal
para as luzes da perfeita infancia
vejo penas enormes sombreando os fósforos da casa,
os fósforo de cabeça e pavio, fósforo minério,
fósforos que são livros, que são raizes
é no poema que arranho alguns acordes,
é nas cortinas do vapor marítimo
que apanho a canção e o peixe voador
meu amor vestida de brilhos generosos
dança sobre as gotas, sob o atento pássaro
habitante da ilha das maravilhas

 


galhas de alce,
galhos da planta nascida no cerebro
do tiranosauro rex
e eu sou só a sombra das explosões estelares,
e eu sou só um estalo de dedos


arregalo o olho, a ilha,
o espaço onde condenso a luz,
a luz do poste,
a luz da lâmpada de aladim

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

chegou a hora do super homem descrito por nitzsche
se manifestar em ti nada mais que humano
( edu planchêz maçã silattian )
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soltando as amarras, os broqueios,
os diques, as garras elétricas das coisas,
o coice do cavalo do deus pã
maravilha de vida viagem, essa minha,
a vossa nossa vida regida pelo o instante.
pelos sagrados frutos da goiabeira
canto os cantos de walt withman
para os que aqui estão,
para os que correm com os fantasmas
e as fadas de jupiter maçã
o el dourado dos que não mentem fora san francisco
em outras dimenções quânticas geográficas do presente passado
chegou a hora do super homem descrito por nitzsche
se manifestar em ti nada mais que humano

  todas as jóias para adornar os pés de minha mãe mulher catarina crystal, taças para despejar o vinho e o caldo o amor dos espinhos toma co...