quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

 


pisei no abismo
e como mola bati no fundo e voltei
para as luzes do natal
para as luzes da perfeita infancia
vejo penas enormes sombreando os fósforos da casa,
os fósforo de cabeça e pavio, fósforo minério,
fósforos que são livros, que são raizes
é no poema que arranho alguns acordes,
é nas cortinas do vapor marítimo
que apanho a canção e o peixe voador
meu amor vestida de brilhos generosos
dança sobre as gotas, sob o atento pássaro
habitante da ilha das maravilhas

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