terça-feira, 24 de novembro de 2020


CACAU LEAL
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flores lilazes nascidas da planta
dos que tangem com o sangue
dos regentes diamanticos,
as horas, o tempo espaço
você e luiza garro me defendendo dos toscos
nas escadarias da céu,
e tudo era poesia,
e você sempre foi poesia,
sempre esteve na irmandade dos planetas

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

brasil profundo, o olho do saara,
os entre 100 e 65 milhões de anos
que nos separa da pangeia planeta dos répteis gigantes,
será que já não é tempo sufiente para você compreender
que a chama de sua vela não se apagará
se você acender outras velas?
A LANTERNA CHINESA JAPONESA
DE NOSSA CASA ASHARA DE NOSSOS CORAÇÕES
DE REIS SUDITOS DAS CORES





estrodoso tremor de terra, de torres,
de celeiros, de bancos...de pessoas:
a vida entra no chão, entra e sai dos corpos,
nos olhos dos que do alto de um monitor de luz
observa os abalos sismicos entre turquia e grécia...
preciso ser muito forte, fortaleza, muralha, penhasco, cordilheira...
por demais extenso é o mastro, o travessão,
a viga de aço inoxidável

 


inicio da noite, frio marítimo, frio bom,
tenho aqui em frente uma garrafa vazia
de Jameson wiskey irlandês,
uma casa bem colorida,
as montanhas da jacarepaguá profunda...
pelas alas da vizinhança escapa o trinado de um trumpet
que vou chamar aqui de brega
por força do mau gosto vigente por essas comarcas
de cultura acanhada
a indigência cultural dos meus semelhantes
são bolinhas da árvore de natal
que imagino crescer
no centro de seus cérebros apagados,
entupidos de inutilidades modernosas

 

NÃO CONSTRUÍ UMA CARREIRA ARTISTICA 
DE GRANDE PRESTIGIO,
CONSTRUÍ O HOMEM QUE EM MIM VOA 
eu poeta embrenhado a fumaça do incenso de massala;
em nossa sala, uma luminária oriental espalha
em nossos olhos curiosos, os raios que nos liga,
que nos larga na calda do pavão,
na calda do tempo, do tempo presente,
do tempo agora
homem comum movido pelo sentimento,
pela friagem maritima da jacarepaguá terra do nunca,
das letras que são maciços, penhascos gigantes,
gigantes pedras cobertas de intensa vegetação,
de fios d'água

( EDU PLANCHÊZ MAÇÃ SILATTIAN )
NASCEU AQUI EM CASA,
NOSSA FILHA LINDA BORBOLETA,
Catarina Crystal viu ela sair do casulo
e me chamou para ajudá-la a ganhar o vento
a borboleta já nasce adulta sendo criança

( EDU PLANCHÊZ MAÇÃ SILATTIAN )









eu animal vindo da extinção,
da queda, das estacas da decadencia,
da desobediencia obsessiva, do transtorno mental,
dos tufos de cabelos espalhados pela casa,
do confronto e da discordia...
ergo aos barcos de brancas velas, os braços,
as vozes dos mestres,
das mestras, nossas mães e pais
e irmãos amigos

 


sou poeta do mato, da mata das caiporas
esquadrinhadas pela câmera atenta de meus olhos,
de meus olhos labaredas
vinde sim pequeno príncipe,
aferroar-se ao cais que movo nas nuvens,
nas nuvens de meus irmãos maiores e menores,
aos que estiveram e estão comigo nas ruas,
praças onde finco as varas de nossas bandeiras circenses

( EDU PLANCHÊZ MAÇÃ SILATTIAN )

 


assoprando fumaça de incenso nas minhas duvidas,
nos medos não mais que humano que soluçam
em minha pele, nas escamas do meu eu peixe
duvidas, gostaria de não tê-las,
de rebobinar a pelicula e rever,
rever-me nos sonhos de alice,
nos sonhos dos que muito sonham
com palácios cobertos de tulipas

( EDU PLANCHÊZ MAÇÃ SILATTIAN )
e o meu gênio, e o teu gênio,
a confiança que depositas em mim,
solido construtor,
ascendente astro
perfeito em sua trajetória,
imperfeito no trato com as asas,
com as arrumações cotitidianas,
com as palavras desenhadas
minha caligrafia contém o líquido
que precisas para mover,
mover-se no monolito,
nos beirais dos abismos pétreos
eu vi no sótão da casa uma armadura de estanho,
num dos lados da parede, havia um galeão,
uma bola cheia de linhas que se encontram
nas extremidades ( da bola )
e a velha árvore dos pássaros negros...
nos direciona,
direção, vale do amanhecer...

 

Público
arretado para atar meus ares avermelhados
aos teus de lantejoulas e purpurina,
arte de grudar nas portas da boca
o brilho da brisa da erva,
das erva mãe dos sonhos


me chame para andar pelos campus da luminosidade,
mas me chame agora,
nessa abstrata hora, no abstrato instante
de montar nas proximas cenas a engrenagem,
a pintura que contém o retrato que se multiplica
nas cabeças, nas onda verticais horizontais
dos que cantam, dos que ora me ouvem
a palavra enxuta, a palavra absoluta
pontecializada por mim poeta,
poeta do instante,
a próxima história enebriada está de sândalo,
de condensada elegância,
de pequenas partículas,
de enormes folhas de uva
com enormes letras me afino,
afino esse poema nada mais que um poema,
uma ladeira sinuosa, um canto céo,
as cacheiras do camorim onde outro dia,
me banhei com minha ama,
com meu jim morrison de saias
nina crystal,
dama branca,
arco-íris,
carrossel de vagalumes
a lagarta quase borboleta cor de laranja,
o nosso lar pluricromático,
filme 400 asas para florir nas fotografias
meu nome é verbo,
artigo, substantivo, substancia da terra,
a substancia do ali e do além
Comentários

 

com o foco nas amarradas estrelas,

elas se amarram umas as outras para tornassem eternas

dentro e fora desse verso

cadinho de noite tocando
no nascer do sol do rio de janeiro,
da jacarepaguá fecunda...
erva tranchagem,
erva de são joão, erva pombinha

  todas as jóias para adornar os pés de minha mãe mulher catarina crystal, taças para despejar o vinho e o caldo o amor dos espinhos toma co...